About Me

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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
As antigas civilizações viam na vestimenta as possibilidades de manifestarem as suas verdades e suas ligações com o corpo. Acreditavam que esses dois elementos não se separam nunca, pois tudo é interligado, marcando com isso a singularidade da beleza de cada um. É com esse propósito que crio minhas estampas, para que elas vistam o corpo e a alma. Entrem em contato: marlyarte@yahoo.com.br

Sunday, December 31, 2006

Hoje a gente pode até jogar os sapatos velhos fora,
fazer parte de alguma crença que seja
aquela que terá que ser
GOL A FAVOR MEU,SEU E DA HUMANIDADE.
Pense bem, para entrar qualquer coisa nova
como podemos ficar cultuando sapatos velhos?
Ah, que sejamos mais gentis, isso é possível.
Afinal para quê criticar o sapato alheio se
já temos os nossos e eles estão lá, para que
os olhemos bem, e que eles também nos olhe
Sejamos corajosos, não custa hoje,

só por hoje, a gentileza
para conosco e para com o mundo.
FELIZ ANO NOVO!!!!!!!!!!!

Saturday, December 30, 2006


COISAS EM MIM TOMAM O CORPO
OLHOS TEIMAM EM VER A ALMA INVISÍVEL
DESCE PELA GARGANTA O GOSTO DA BEBIDA FERIDA DE UM TEMPO ILUSÓRIAS PALAVRAS VARREM AS RUAS DO MUNDO CADUCO.
MAÕS DEITAM NA CARNE O DESEJO DO TOQUE CAMUFLADO
NERVOS À FLOR DA PELE COMO FLORES ENFEITADAS POR VERBOS.
DESENHO AS CÉLULAS ESCRITAS TODAS COMO HIPÓTESES
DE QUALQUER COISA AINDA NÃO DITA, NÃO DESDITA, NÃO CRIADA,
NÃO AMADA NÃO TOCADA.
SÃO TODAS SÓ HIPÓTESES DE UMA EXISTÊNCIA.
PERMITA-ME QUALQUER COISA QUE SEJA NÃO SENDO.
PERMITA-ME PENSAR O NÃO AINDA PENSADO.
PERMITA-ME CABER AGORA NESSE LUGAR E NESSA HORA
SEM TER COMPROMETIMENTOS EM PERTENCER.
QUE MEU CORPO ESQUEÇA DO SOM DAS HORAS.
QUE MEUS OLHOS SEJAM A PRÓPRIA INVISIBILIDADE.
QUE MINHA GARGANTA NÃO FIRA O GOSTO DE QUALQUER MOMENTO.
QUE MINHAS PALAVRAS NÃO CADUQUEM E NEM SE DEIXEM VARRER.TUDO É TÃO VAGO QUE ME DISTRAIO

Thursday, December 28, 2006

Unidos venceremos!!!!!










por onde andará "o coletivo"
que em algum lugar se escondeu?....

Tuesday, December 26, 2006






Mulher pensando se vai ser
agora ou quem sabe...

Fui fazer compras
Passei no mercado e lá estavam elas
as margaridas
me acenavam de longe
agachei minha ternura

Monday, December 25, 2006











sinto um estranhamento
diante do que vejo





Saturday, December 23, 2006


NÃO HÁ O QUE DIZER
EXISTE APENAS O GUARDADO
PAPEL PASSADO
RESGATE DE UM MOMENTO
QUALQUER
DA MINHA EXISTÊNCIA
PREDESTINADA
AO PRESENTE E À VIDA

Thursday, December 21, 2006








todos os caminhos
forma
arte
permanência
impermanência

Tuesday, December 19, 2006









Sabe que tem hora que eu me pergunto:
-O QUÊ QUE EU TÔ FAZENDO AQUI???

Monday, December 18, 2006









DE SIGN QUE TE QUERO BELO
SIGNO
DES

Será que eu sei pegar no Mouse???
Li num post de um designer que artista não sabe pegar em mouse.
Que horror!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Nesse mesmo post li que ele não sabe desenhar.
Que horror!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Então ficam elas por elas, nem eu sei, nem ele sabe.
Temos algo em comum, alguma coisa não sabemos.
Perdoemos uns aos outros!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quem sabe dá salada de frutas, nozes com chocalate,
trufas com bacon...
Hummm... o que mais poderia ser???
Adoro brincar de esconde esconde.

Sunday, December 17, 2006


Vou abrir parênteses para falar de amor
e deitar propósitos, ainda que sem tempo.

Ainda que meu olho veja entre a multidão,
ainda que a palavra amareleça
e se torne gasta e consumida.
Quem sabe alguém encontrará como sucata
de um discurso vazio
feito um pote de tintas guardado.

Vou querer brilhar nas laterais
e ler no out door tantas linguas estrangeiras
tão distantes de meu país e de minha humanidade.
Jogo na selva minhas esperanças de sobrevivência
porque faliram todas.
Vou mudar o verso de lugar,
as montanhas já não são possíveis.
Ficou tudo perto demais.
Discurso cheio demais.
Fruta acre de sabor estrangeiro...

Saturday, December 16, 2006


Fui hoje ver a exposição de Camille Claudel. Sua arte é de uma sensibilidade tamanha, uma mulher bela, com uma visão ampla em um momento da história nada promissor. Sua arte repleta de emoção fala por ela. Fala em nome da beleza e do amor, mas percebe-se a coisa doída de sua existência.
Há mais de dez anos trabalho com psicóticos e neuróticos graves monitorando oficinas de arte e poesia. A loucura certamente é um dos principais desafios que aponta para todos nós uma grande responsabilidade.
O sofrimento mental de Camille se deu em um momento histórico em que as instituições manicomiais eram o único lugar em que eram "acolhidos" os ditos loucos depois de abandonados quer fossem pelas famílias, pela sociedade ou pelo estado. A premissa básica desse tipo de instituição nunca foi a de "cuidar", mas a de "vigiar e punir."
Podemos ter a compreensão do quanto Camille deve ter sofrido. Quantas Camille sofreram e quantas sofrerão, e ainda mais os João, os Joaquim da vida, entre outros.
Hoje já vigora a lei antimanicomial, muitos manicômios fecharam suas portas. outros se descaracterizaram como tais, reformularam seus modelos de saúde mental. Mas ainda vigora o preconceito, o estigma.A loucura foi e ainda continua sendo aquela que deve ser afastada das vistas, pois ela incomoda. E o que permeia o incômodo é se ver no espelho, é a loucura nossa de cada dia.
Brindemos a essas criaturas que na maioria das vezes são de uma beleza rara, pois vêem o mundo em uma outra ótica, mas pessoas que merecem as flores mais perfumadas de nossos jardins, são pessoas que abandonamos por equívoco mas que pode ser consertado. Deve.

Thursday, December 14, 2006













gracias
Gracias graciasgracias

Wednesday, December 13, 2006


um dia desses bati
os olhos e vi

no supermercado
garrafas
sobre prateleiras.
Elas estranhamente
se tornaram luz.

Tuesday, December 12, 2006

Artecultdesign

Artecultdesign

Li agora em um post de um blog dizendo que " a arte e o artista perdeu o refinamento e a sua relação com a obra já não se harmoniza com o saber."
É perceptível a lacuna entre a obra e sua autoria, é silenciosa e invísivel essa relação. A arte parece caber só nas bienais, e nem sempre convence a sua sustentabilidade. Parece uma Arte em busca do olho de alguém que cada vez mais se completa e fecha em si mesma num círculo que se repete incansavelmente.
Há alguns anos atrás participei de um grupo de artistas que pensaram na possibilidade de buscar na intervenção urbana um caminho que nos permitisse dar visibilidade ao que fazíamos. Nunca imaginei que o povo sentisse tanta fome de arte. Foi fabulosa a experiência. Quando digo isso não quero dizer que a arte acabou ,mas penso que é preciso desatrelar, é preciso buscar outras sustentações para aquilo que a gente chama de Arte, é preciso dar-lhe espaço, é preciso que ela respire além das bienais. É preciso dar-lhe calor.

Teria a Arte função?
Caberia no design Arte?
Ai que discussão besta essa.
O que é Arte?
O que é função?
Muito já se falou sobre isso.
Os ditos senhores, os que sabem
e os que nada sabem.
De um lado e do outro
nenhuma grande conclusão
chegaram.
Enquanto isso eu continuo
fazendo do design Arte
e da Arte design.
He! He!

Monday, December 11, 2006


Tenho esperança
Tenho esperança
Tenho esperança
Tenho esperança
Tenho esperança
Tenho esperança

E isso é tudo que eu tinha a dizer.

Sunday, December 10, 2006

Friday, December 08, 2006

LEVANTA
FAZ CAFÉ
QUE O MUNDO
ACABOU

A HARMONIA DA FORMA NO COMPASSO DE UMA
DANÇA INSISTE EM DAR SEUS PASSOS BUSCANDO
A LEVEZA FEMININA SEMPRE.


ALGUÉM AÍ?

Tuesday, December 05, 2006

Sunday, December 03, 2006



Logo


Logo marca por onde anda teu sangue? Porque limitas nas rodas da Instituição? Porque não vais além da casca? Me inclua como identidade ou me consumas e me devores sempre. Em que mundo compactuas, perde ou ganha? Para, repara, respira para que o mundo te percebas.
Peças são roupas, pacotes são caixas, letras são formas visuais, virtuais...
Que futuro no agora reservas? Fostes ontem e hoje será?
Invisível sou mais uma vez. Minha escolha sempre é o que é invísivel aos olhos. Como posso desenhá-la nesse mundo povoado, faminto para que tornes massa, corpo e matéria?

Saturday, December 02, 2006

Mundo muda mundo



É preciso uma urgente reflexão sobre os caminhos que temos traçados para nós mesmos, para o que queremos, para o possível, para o qualquer possível de algo ou alguém.Sinto emergente repensarmos nosso lugar no mundo, meu, do outro ou nosso.
Como alguém que crê na Cultura como lugar que nos faz acessar os instrumentos da Arte como provocadores de uma mudança seja nossa, do outro ou do planetinha em que vivemos.

Thursday, November 30, 2006

Tempo... tempo...tempo...


O que é o tempo? Antes esta foto não estava aqui,Passado?
O que é o tempo? Essa foto não existia e nem esperava aqui estar,Futuro?
O que é o tempo? Agora essa foto existe.Só agora.
Então não seria correto dizer que só o momento presente existe?

Tuesday, November 28, 2006

Sei lá o que é isso. Ou aquilo.
Sei não...
Sei lá aonde foram parar todos os signos,
planetas, astronômos e astronautas.
Poemas beta, sei lá se são alfa.
Cadê a tinta que estava aqui?
Para onde levaram o mapa?
Sei lá se instituição combina com meu sofá.
Ou se Picasso tá só esperando a próxima Bienal.
Mas sei lá se vai ter manual,bula explicando a
estética contemporânea?
Sei lá se meu design concorda com o seu,
se é roupa ou se computa no meu PC.
Sei lá se preciso de segurar essa onda
de trabalhadora peoa...

Artecultdesign

Artecultdesign
O que é O TRABALHO?
O que é SER CIDADÃO?
O que SÃO DIREITOS E DEVERES?
O que é O EXERCÍCIO DA CIDADANIA?
O que é DIGNIDADE?
O que É O RESPEITO?
O que é O OLHAR?
O que é ATENÇÃO?
Como se CUIDA?
Quem ACOLHE?

Sunday, November 26, 2006

Artecultdesign

O que é para nós a imagem, senão a busca incontida do sentido da nossa existência.
A necessidade de ver na forma a figura de si próprio para que assim possamos fazer um acordo com a “realidade” e a partir desse acordo possamos estabelecer uma relação com o mundo de fora. O mundo dentro está carregado de mensagens arquetípicas e assim que nos damos conta delas, as olhamos, mesmo que de soslaio elas estão lá pulsando dentro, buscando a porta de saída, que só se torna visível à medida que despimos o corpo, esvaziamos o conteúdo das idéias, nos convidamos para a grande dança em que cada passo é um passo. Nesse momento não mais resistimos, ativamos a memória de um tempo sem tempo, de um espaço sem espaço. Abrimos mão dos paradigmas de uma realidade herdada e ilusória. A imagem agora já não precisa de volume, mesmo porque ao nos redimensionarmos a mente faz outra compreensão. A forma pede a sua não forma, surge então a necessidade pulsante e é inexorável que inventemos o que certamente já sabíamos, mas para isso temos que deixar que a dança nos leve a uma outra compreensão.

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