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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
As antigas civilizações viam na vestimenta as possibilidades de manifestarem as suas verdades e suas ligações com o corpo. Acreditavam que esses dois elementos não se separam nunca, pois tudo é interligado, marcando com isso a singularidade da beleza de cada um. É com esse propósito que crio minhas estampas, para que elas vistam o corpo e a alma. Entrem em contato: marlyarte@yahoo.com.br

Saturday, December 30, 2006


COISAS EM MIM TOMAM O CORPO
OLHOS TEIMAM EM VER A ALMA INVISÍVEL
DESCE PELA GARGANTA O GOSTO DA BEBIDA FERIDA DE UM TEMPO ILUSÓRIAS PALAVRAS VARREM AS RUAS DO MUNDO CADUCO.
MAÕS DEITAM NA CARNE O DESEJO DO TOQUE CAMUFLADO
NERVOS À FLOR DA PELE COMO FLORES ENFEITADAS POR VERBOS.
DESENHO AS CÉLULAS ESCRITAS TODAS COMO HIPÓTESES
DE QUALQUER COISA AINDA NÃO DITA, NÃO DESDITA, NÃO CRIADA,
NÃO AMADA NÃO TOCADA.
SÃO TODAS SÓ HIPÓTESES DE UMA EXISTÊNCIA.
PERMITA-ME QUALQUER COISA QUE SEJA NÃO SENDO.
PERMITA-ME PENSAR O NÃO AINDA PENSADO.
PERMITA-ME CABER AGORA NESSE LUGAR E NESSA HORA
SEM TER COMPROMETIMENTOS EM PERTENCER.
QUE MEU CORPO ESQUEÇA DO SOM DAS HORAS.
QUE MEUS OLHOS SEJAM A PRÓPRIA INVISIBILIDADE.
QUE MINHA GARGANTA NÃO FIRA O GOSTO DE QUALQUER MOMENTO.
QUE MINHAS PALAVRAS NÃO CADUQUEM E NEM SE DEIXEM VARRER.TUDO É TÃO VAGO QUE ME DISTRAIO

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