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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
As antigas civilizações viam na vestimenta as possibilidades de manifestarem as suas verdades e suas ligações com o corpo. Acreditavam que esses dois elementos não se separam nunca, pois tudo é interligado, marcando com isso a singularidade da beleza de cada um. É com esse propósito que crio minhas estampas, para que elas vistam o corpo e a alma. Entrem em contato: marlyarte@yahoo.com.br

Sunday, January 07, 2007

Ando correndo pelas bordas.
Tropeço sempre nas conveniências.
Não sei porque, mas elas sempre estão ali
me olhando, classificando pelos parentescos.
Minhas pernas seguem o mesmo movimento das idéias.
Por falar nisso, alguém aí viu por onde andam as minhas idéias?
O mundo se tornou objetocadeia.
Palavra composta criada por quem me vigia.
A palavra serve para.... diria para... pensaria para...
Continuo correndo. meu pensamento não pára.
Nessa rua, nessa rua tem um bosque? Tem?
Eu vejo muito outdoor, palavras que não são minhas...
Desejos que não são meus...
Porque será que todos os outdoors são retângulares?
Ah, será que faz parte dessa visão pegajosa
e caduca, que pregou na pele chamada lógica linear?
Eu ando. Paro e saio correndo.
Dói meus olhos, seria eu uma pretensa et?
Pensar demais dói. Mas correr dói menos.
Quero a assimetria.
Quero o Nada.
Quero o triângulo, losango,círculo,todos os tetraedos...
Cuidado para não querer demais.
Se fosse para querer, não haveria tantos requisitos.
Ah! Só quero o não tudo, o não tempo, o não espaço, o não pensar.

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